Seu refúgio ideal

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por Mari Sergio
Estamos passando muito mais tempo em casa, para não afirmar que o tempo todo. Nesse tempo “confinado”, seu lar está mais para refúgio ou castigo?

Estamos começando a nossa segunda semana de quarentena e estou entusiasmada com a quantidade de conteúdo que começou a ser criado pelos quatro cantos, principalmente, aqui no nosso querido “Sacadas”. Acredito que cada um recolhido em seu refúgio, com a velocidade do dia a dia desacelerada, encontrou tempo para outras coisas, entre elas o poder da criação e da imaginação.

Nesse texto quero fazer um convite à reflexão e imaginação, tendo como foco a nossa relação com o nosso lar, nossa casa que nos serve de proteção em tantos momentos e agora mais do que nunca.

Estamos passando muito mais tempo em casa, para não afirmar que o tempo todo. Nesse tempo “confinado”, seu lar está mais para refúgio ou castigo?

 

Meu refúgio

Eu sempre fui caseira, tenho loucura pela minha casa, pelo meu cantinho, e o fato de ter que ficar em casa em si é o que menos me incomoda. Quando me mudei, consegui fazer um bom trabalho adaptando o apartamento às minhas necessidades e do meu marido.

Já contei aqui, que transformei um cômodo em uma mini academia e que é aqui que eu, literalmente, lavo a alma todos os dias. Sem dúvida, é meu cantinho favorito.

Mas também tenho muito amor pela minha varandinha, de menos de 2m2, que me acolhe quando eu sinto que preciso respirar fundo e olhar para o céu (aqui eu conto minha relação especial com o céu e sobre o tempo que tive asas).

Nessa sacada apertadinha, colocamos duas cadeiras que compramos no nosso primeiro natal nesse apartamento. Meu marido e eu escolhemos dar como presente um para o outro uma cadeira, algo tão simples, mas que trazia a promessa de momentos gostosos, um de frente para o outro, acompanhados de uma boa taça de vinho e conversas interessadas e interessantes.

Em alguns momentos usamos menos esse ambiente, isso em razão da correria do dia a dia, do tempo que passa voando…

 

Criando novos rituais

Mas no começo da semana, quando eu senti que não estava lidando tão bem com esse momento complicado que estamos enfrentando, uma grande amiga me sugeriu algo assim “Por que você não cria um momento de descompressão, além do treino físico, para que você consiga trazer alegria pro seu dia? E que tal convidar o Dani a fazer parte disso?”.

E foi aí que eu olhei para aquelas duas cadeiras, uma de frente para outra, um convite mais literal impossível para criar um novo ritual aqui em casa. Ao final de cada dia, tendo trabalhado muito ou pouco, eu e o Dani nos sentamos, frente a frente, com uma taça de vinho e algum aperitivo gostoso e conversamos.

Celulares não são permitidos, corona vírus é um assunto que procuramos tentar que não tome conta do momento, e simplesmente conversamos. Perguntamos como foi o dia um do outro, pois, mesmo os dois estando no mesmo lugar, temos rotinas totalmente diferentes, ritmos diferentes, trabalhos diferentes. E perguntar como o outro está se sentindo é tão gentil, não é mesmo?

Fechamos esse momento com mais um ritual, também sugerido por essa mesma amiga: escrevemos em um caderninho três bençãos que elencamos naquele dia. Todo dia. E, acredito que em tempos de tanto medo, poucas coisas são mais poderosas do que a gratidão. Agradecer por se sentir protegido e não confinado, como outra amiga escreveu esses dias.

E o seu lar? É um refúgio?

Pensando em como minha casa me abraça, também me faz pensar se todo mundo se sente assim. Espero que sim =)

Mas fica um convite a imaginação: depois dessa experiência, o que você gostaria de mudar na sua casa? O que você sentiu falta e consideraria na compra de um futuro imóvel? Como você imagina o seu refúgio ideal?

Um amigo meu comentou que sente falta de ter uma sacadinha que seja para tomar um solzinho. Teve gente que comentou que queria ter um espaço mais organizado para o home office. Muitas pessoas estão caprichando nas receitas e gostariam de um pouco mais de espaço na cozinha…

Imaginar também é um exercício criativo e ele pode ser conjugado com um exercício prático: que tal ir além de imaginar e namorar alguns dos nossos refúgios? Quem sabe você não se apaixona e começa a planejar os próximos passos. O momento é de ficar em casa, mas isso não impede que a gente se sinta em movimento, não é mesmo?

 

Fiz uma pequena seleção de refúgios que me vêm à mente, enquanto escrevo esse texto:

Uma cozinha para dar asas ao mestre cuca que existe em você…… Olha que delícia essa cozinha americana desse apê.

Um quintal gostoso que é um convite para curtir ao ar livre….. Dá uma olhadinha nessa casa aqui!

Um cantinho para um home office para lá de charmoso…. Olhá essa solução encontrada nesse Maxhaus cheio de estilo!

Mais espaço para não se sentir enclausurado? Olha essa casa que incrível!

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sobre o autor

Marianna SergioCorretora associada

Paulistana, passou sua vida inteira no bairro de Moema e arredores, considerando o Parque do Ibirapuera uma extensão da sua casa. Depois de literalmente dar algumas voltas ao redor do globo, voltou a...

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