Uma carta de amor

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por Mari Sergio
Essa é uma carta de amor para essas pessoas que permitem eu ser quem eu sou e viver cada vez mais perto da minha plena potência.

Escrevi esse texto há alguns meses, ano passado ainda.

Hoje recebi o resultado de uma sessão de fotos bem bacana que fiz para a Refúgios junto com as minhas amadas parceiras da Zona Sul e estava quebrando a cabeça para pensar numa legenda legal para começar a postar as fotos.

Foi quando revisitei esse conteúdo que escrevi em um dia nublado, após uma sequência de vários dia de sol e céu infinitamente azul de maio.

Estimulada por um podcast do Matteo que, enquanto eu ouvia, fez passar mentalmente uma retrospectiva desde o começo de minha vida profissional:

Desde quando eu era uma criança e dizia que queria ser presidente do Brasil (na minha cabeça eu seria a primeira), até começar a crescer e entender que com grandes poderes vem grandes responsabilidades (thank u uncle Ben).

Entrei na faculdade de propaganda com a ambição de fazer grandes campanhas, grandes feitos, mas nunca encontrei ali a verdadeira vocação.

Justiça seja feita, encontrei grandes mestres, oportunidades, aprendizados e amigos para a vida.
Mas sempre faltava algo, era um vazio difícil de engolir.

Nunca tive medo de mudanças, apesar de ser taurina e encontrar na rotina o mais gostoso aconchego. Mas a cabeça nunca se acomodou.

E assim comecei minha jornada exploratória, minha grande busca por pertencimento, palavra que o Matteo usou hoje nesse áudio de quase 10 minutos que ele enviou no grupo dos refugiados.

Do mundo das agências, mergulhei em uma pós graduação de moda, me aventurei no universo da joalheria, e quando menos esperava apareceu o bilhete dourado de viver a vida desbravando cidades, países, continentes a bordo de aeronaves magníficas.

Coloquei meu uniforme da Emirates e ganhei asas.

Mas como diz sabiamente (e eu anotei no meu caderninho) o Octavio, a oportunidade nem sempre vem embalada em um pacote fofo e cabe a nós desembrulharmos e convivermos com as dores e delícias de cada escolha nossa.

Quase 5 anos depois, retornei dessa aventura e me vi novamente em conflito sobre o que fazer da vida e dos sonhos.

Encontros felizes, desencontros necessários. Como diz os Stones “you can’t always get what you want but you get what you need”.

E fui atraída por essa energia poderosa da Refúgios.

Meu ano de caloura foi atribulado, cheio de mega desafios e super resultados.

Mas não escrevo pra falar das conquistas.

Escrevo para falar que nem tudo é o que parece e que, enquanto a vida parecia estar no seu auge profissional, pessoal e físico, eu enfrentei um dos períodos mais difíceis e dolorosos da minha vida.

Aquela necessidade de se provar, de se mostrar forte, capaz, destemida, que dá conta disso e do que vier pela frente, foi me fazendo mal e apagando meu brilho.

Cheguei em um momento que se fosse em outro emprego, eu provavelmente não aguentaria mais e pediria para sair. O que teria sido um grande desperdício.

Mas na Refúgios isso não foi necessário. Quando levantei a mão e pedi ajuda, ela veio. Na forma de uma compreensão sem contestação. Na forme da garantia de um espaço e tempo que me fosse necessário. Na forma de uma gentileza sem fim.

Empresas não são perfeitas. São organismos vivos em movimento e, quando temos sorte, em evolução.
Mas uma empresa pautada em pequenas gentilezas é uma empresa que faz a gente querer retribuir e dar o seu melhor.

E aqui reforço as palavras SEU MELHOR. Aquilo que só você com a sua identidade única pode dar. E é isso que a Refúgios, junto com meus colegas queridos provoca em mim.

Hoje me sinto infinitamente melhor e agradeço ao universo por estar no lugar certo na hora mais errada. Na hora que eu precisava ter espaço e a compreensão para me cuidar.

A vida inteira sempre gostei de pensar sobre os valores que regem meu coração: liberdade, saúde e beleza.

Na Refúgios tenho ao meu alcance os três e acrescentei mais um: parceria.

Companheirismo de dar a mão para quem se precisa e falar “tamo junto”.

Isso não tem preço. Tem valor! (Desculpe o trocadilho infame).

Essa é uma carta de amor para essas pessoas que permitem eu ser quem eu sou e viver cada vez mais perto da minha plena potência.

PS: O dia é cinza, mas sei que depois de dias cinzas, dias azuis voltam a nos presentear. Basta ter esperança.

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sobre o autor

Marianna SergioCorretora associada

Paulistana, passou sua vida inteira no bairro de Moema e arredores, considerando o Parque do Ibirapuera uma extensão da sua casa. Depois de literalmente dar algumas voltas ao redor do globo, voltou a...

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