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Tudo tem seu tempo, mas suas memórias são atemporais.

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por Matteo Gavazzi

“Não aprendi dizer adeus

Mas tenho que aceitar

Que amores vem e vão

São aves de verão

Se tens que me deixar

Que seja então feliz”

Não sei porque, mas pensei nessa música agora que a nossa primeira sala no Centro, lá no Palacete Gonzaga, trocou de mão.

É meus amigos… é difícil esse sentimento de nostalgia.

Você sabe que o caminho é ir em frente, mas tem saudade daquilo que já foi muito bom.

Neste caso especifico um lugar. Um lugar que vai ficar na minha memória.

E memórias, muitas neste lugar, que nunca vão sair de mim.

Lembro quando meu amigo Reinaldo me mostrou pela primeira vez aquele espaço. Não tive dúvidas, “eu fico com ele!”.
Foi aquele mix de dejavu com adrenalina. Como se eu já tivesse visto o futuro. Que ali eu seria feliz. Foi amor a primeira vista.

Lembro como se fosse ontem quando comecei ali, com 1 telefone, 2 mesas e 2 cadeiras.
Uma parede para escrever com giz, vazia, onde deveriam aparecer os negócios.
E apareceram.

Belíssimas lembranças da primeira reunião com o Octavio, arranjada na nossa mini sala de 14,4m², um de frente para o outro, num lounge improvisado.
Não tinha muito para oferecer para ele naquele momento, se não minha plena colaboração, parceria e mais uma mesa encostada na parede.
Não tínhamos o escritório reluzente que temos hoje, a localização era desafiadora, o site em construção. Mas ele enxergou… e acreditou na energia dos meus sonhos, que depois viraram nossos e aqui estamos.

Lembro da primeira venda que ali assinamos, convencendo a duras penas os clientes a virem até o Centro Velho (rsrsrs).

Lembro do meu cliente, hoje amigo, Vinicius, na nossa comedida sala de reuniões, feliz com a venda do seu apê.

Lembro de quando entrou uma graninha e conseguimos restaurar o ladrilho que tava todo “cagado” pela cola de um antigo piso vinílico.

O projeto, e depois o livro, “Prédios de São Paulo” foi concebido ali.

Muita coisa boa. Muita.

Mas a vida é transitória, tudo passa e é importante sabermos reconhecer cada fase, aceitar que não é só “ok”, assim como é necessário não ficar estagnado e seguir para o próximo ciclo.

E no caso, essas salas vão ficar com uma cliente, agora já amiga muito querida, então por hora, sempre vou ter uma desculpa para ir lá tomar um cafe e matar a saudade.

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sobre o autor

Matteo GavazziSócio-Fundador

Nascido em Roma, Itália, onde viveu até seus 20 anos, mudou-se para São Paulo em 2010, fazendo o mesmo caminho e trazendo os mesmos sonhos de Giuseppe Martinelli, um de seus maiores inspiradores. ...

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