O Futuro, cada vez mais remoto!

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por Matteo Gavazzi

Em tempos de distanciamento social, surgem muitas reflexões.

Seja que você, como eu, tenha a sorte de poder escolher estar em casa, ou seja que você faça parte dos heróis que estão permitindo a nação andar ou se curar, tenho certeza que todos estamos pensativos.

A primeira coisa que veio tona, após essa primeira semana de isolamento (não chamo de quarentena, pois, espero que não dure 40 dias), foi a palavra QUANDO.
Quando vamos voltar a ter uma rotina?

Quando estaremos seguros?
Quando etc etc etc?
São infinitos “quandos”.

Nossa vida está sempre pautada em agendas. Um tempo para trabalhar, um para curtir, um para dormir e por aí vai.

Você pode ser muito organizado, ou pouco organizado, mas sua vida estará dividida em tempos.
O tempo, essa coisa tão preciosa, que normalmente trocamos por trocados de “dinheiros” sem fazer algo que gostamos.
Nisso tenho a sorte de amar meus colegas e amar meu dia a dia.

Foi uma construção e agora essa mesma construção pode sofrer alguns danos.
Ao final, todas as arquiteturas, sejam elas propriamente ditas, ou arquiteturas empresariais, espelham o tempo que representaram.
Algumas ficarão para trás como ruínas, e outras serão o exemplo de seu tempo, para sempre.

Nesse sentido, fico pensando neste mundo que construímos, onde todo dia precisamos ir até algum templo do trabalho.
Prédios enormes. Lajes corporativas que são pintadas para representarem a época daquela empresa.
E aí, será que essa época de trabalhar no “OFFICE” chegou ao fim?

Eu sempre achei uma tremenda besteira ligar a produtividade somente a um local de trabalho.
Como se colocar pessoas e tarefas no mesmo espaço seja a garantia de qualquer resultado.
Na Refúgios Urbanos nos encontramos apenas às segundas feiras.

Ninguém é obrigado a ir ao escritório, ao mesmo tempo que ele é sim uma ferramenta e pode ser utilizado por todos.
Quer virar a noite no escritório tirando o atraso? Pode.
Quer não aparecer nunca no escritório? Pode também.

Somos adultos e nossa avaliação é sobre a energia e estímulos que damos para cada um e como estes são respondidos.
Não sobre os cartões que são batidos na firma.
Acredito que essa pandemia nos trará vários ensinamentos e espero que outras empresas liberem seus funcionários para além das calamidades publicas.

Sim, as reuniões presenciais são importantes, sim o trabalho em equipe é essencial, mas nesses dias que não posso sair e que fiz muitas reuniões no ZOOM, GOOGLE MEET, etc., me demonstraram que não, necessariamente, precisamos nos deslocar.
Adoro contato humano e sou fã de um aperto de mão, de uma gargalhada dada juntos, no mesmo espaço e isso sempre fará toda a diferença.

Assim como fará sempre mais diferença, escolhermos quando isso é essencial, e quando não.

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sobre o autor

Matteo GavazziSócio-Fundador

Nascido em Roma, Itália, onde viveu até seus 20 anos, mudou-se para São Paulo em 2010, fazendo o mesmo caminho e trazendo os mesmos sonhos de Giuseppe Martinelli, um de seus maiores inspiradores. ...

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