Autoestima e outras magias caninas :)

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por Matteo Gavazzi

Na quarentena observo ainda mais meus cachorros.

São 4 e compõem uma pequena alcateia de dogs.

Frankie deveria ser o alfa do grupo, mas além de ser idoso não está nem aí pra turma.

O negócio dele é ficar na dele. Tem seu pote de comida e tem sua caminha.
O resto que se f**a.

Já a Melody é a segunda mais idosa, mas de velhinha não tem nada.

Ranzinza, fica andando pra lá e pra cá o dia inteiro.
Às vezes a noite também.

Eita energia que essa pequena yorkshire Duracell tem pra gastar.
De vez em quando ela dorme e fica sonhando, movendo as patinhas lentamente e eu brinco comigo mesmo que é a pilha acabando (essa referência é só para quem teve brinquedo com pilha, que vai captar rs).

3.5kg de pura eletricidade.

Ela é a alfa real da casa.

Dominante, ciumenta e territorialista (ou terrorista, pois ela tem costume, por exemplo, de ir mijar nos cantos dos outros).

O grande lance dela é com a Mila, a grandona da casa.

Ali tem um mix de admiração e incomodo.

Acredito que, no fundo, tenha um bom sentimento entre elas, mas que o tamanho da Mila não caiba na geografia da casa da Melody.

Não tem mapa espacial que comporte a Mila no mundo da Melody.

E aí vira esse vai pra lá e vem pra cá.

A Melody é uma Mini sombra da Mila.
Engraçado ver como compõem essa dança.

Nessa história toda penso no sentimento de autoestima.

Por mais que possa parecer que a Melody é mais poderosa, na verdade ela é a mais frágil.

Por mais que a cachorra de 3kg não deixa a de 22kg descer da cama, a poderosa, por não estar nem aí, é a Mila.

Sim, pois quando a gente está de boa com a gente mesmo, não precisamos demonstrar nada para ninguém.

E de fato, apesar da Melody, literalmente, encher o saco da Mila, ela quase nunca revida.
E se revida é porque a Melody foi pra cima antes.

O mundo canino é muito curioso de ser observado.

A Melody quer sempre subir em cima das coisas e das pessoas para se colocar em uma posição hierárquica, de dona do pedaço.

É bom corrigir essas atitudes.

Os donos do pedaço são os humanos e, por mais que os cachorros precisam ser amados, eles precisam também de regrinhas.

Aquela velha história de cada um no seu quadrado.

E claro, essa história continua….

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sobre o autor

Matteo GavazziSócio-Fundador

Nascido em Roma, Itália, onde viveu até seus 20 anos, mudou-se para São Paulo em 2010, fazendo o mesmo caminho e trazendo os mesmos sonhos de Giuseppe Martinelli, um de seus maiores inspiradores. ...

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