Mudar é preciso

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por Karen Siqueira

Há um ano e sete meses atrás eu compartilhava com vocês a primeira vez que me mudava de casa. De uma cidade pacata para a agitada e sempre ativa Bela Vista.Pois bem, algumas coisas mudaram desde a nossa última conversa. Carreguei comigo por muitos meses a alegria de morar naquela kitnet da 9 de julho até que em um domingo de outubro tudo mudou.

Decidi visitar minha mãe em Campinas e a algum tempo já sentia falta de ter um pet. Morei com a minha avó até os 24 anos e em toda a minha vida a casa dela sempre foi cheia de animais de estimação. Eu já tive alguns cachorros, gatos, tartarugas e peixes e desde que tinha me mudado para a kit estava sem nenhum bichinho. Nessa ida para Campinas, sem planejar nada voltei com uma vira-latinha na mala, que nós resgatamos. Com pulgas e uma barriga de verme, a Narcisa (nome inspirado na própria “ai que loucura”) chegou mudando as regras da casa.
Como um filhote, chegou de mansinho estragando e comendo tudo que estava na sua frente, dos lados e o que estava atrás também. E com ela surgiu o desejo por um lugar maior.

 

Um lugar que se parecesse mais com uma casa, já que agora tínhamos uma filha peluda. Na odisseia de procurar um novo apartamento eu só queria uma coisa: boa arquitetura. Acabei num prédio da década de 30 perto da Augusta, caidinho, porém muito charmoso. Nesse um ano e meio de Refúgios minha rotina se transformou em todos os dias conhecer lugares incríveis e eu não queria que meu apartamento ficasse fora dessa lista. E lá vamos nós para mais uma reforma, inclusive vou falar um pouco mais dela no próximo post.


Entre brigas para escolher a cor da parede do quarto até a disposição dos móveis, nos mudamos em junho de 2019. E confesso que ainda estou em lua de mel com o apartamento novo. Adoro tomar café na mesa e curtir o sol que entra pela janela de manhã. Às vezes me pego a noite na varanda enquanto eu e a Narcisa vemos o movimento da rua. A Narcisa inclusive adora o apartamento novo, elencou como seus lugares favoritos da casa o sofá e a porta da varanda, onde ela toma sol de manhã.


Engraçado como um cachorro desencadeou essa vontade de ter mais espaço, não só por mim, mas por ela também.
E engraçado como a casa carrega lembranças. O armário velho de metal que compramos na feira do Bixiga e hoje em dia abriga as louças, o quadro que meu primo pintou inspirado nas cores do apê, a muda de planta que pegamos em Santo André, um jarro da minha avó, as almofadas que mancharam na lavagem, os pés da cadeira ruídos pela dog e a plaquinha 61(número do meu antigo apê), junto com uma foto da 9 de julho, porque a kit fez parte da nossa história e veio conosco.

Por isso que o nosso trabalho na Refúgios é muito mais do que a comercialização de imóveis. Entrando na casa de alguém, nós estamos entrando em contato diretamente com a história e as lembranças daquela pessoa. E desse apê já estamos carregando as memórias de momentos, as conversas no sofá e as fotos da Narcisa dormindo nas cobertas.

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sobre o autor

Karen SiqueiraCorretora Associada

Nascida em São Caetano do Sul, fez faculdade de arquitetura e urbanismo. Morou em Santo André, cidade do ABC paulista com cara de interior durante 24 anos. Mesmo assim qualquer ocasião era boa de...

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