“Meu” Prédio Icônico

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por Octavio Pontedura Vida de Corretor

Há mais ou menos 4 meses, me mudei para o Ed. Arlinda, projetado por Adolf Franz Heep em 1959.

Mas minha história com o prédio e com o apartamento onde vivo começa bem antes disso.

Vem que te conto!

No início do ano de 2015, conheci Matteo Gavazzi.

Ele preparava o lançamento do volume 1 do livro Prédios de São Paulo e pediu ajuda em um post no Facebook para acessar e fotografar alguns edifícios em Higienópolis.

Eu, que já era fã do projeto, conhecia pessoas em 3 ou 4 destes prédios e fiz a ponte para que eles se conhecessem.

Até então, minhas interações com o Matteo eram somente virtuais. Já era fã do projeto Prédios de São Paulo e acompanhava o trabalho da Refúgios Urbanos nas redes sociais.

Por conta da ajuda que prestei, ele me convidou para o lançamento do livro no Museu da Casa Brasileira.

Quem esteve neste evento se lembra da loucura que foi. Mais de mil pessoas, uma multidão de entusiastas e apoiadores. Claro que nem conversamos direito.

Neste momento, eu já era corretor e trabalhava em outra imobiliária. Algum tempo depois do lançamento do livro, atendia um cliente que poderia se interessar por um apartamento que estava anunciado pelo Matteo na Refúgios.

Liguei para ele e sugeri uma parceria, pois ele tinha o imóvel e eu o cliente.

Combinamos e nos encontramos em frente ao prédio uns 15 minutos antes da visita com o interessado. Um papo rápido e bem agradável, natural e fluido, como se já nos conhecêssemos há tempos.

Subimos ao apartamento, fizemos a apresentação e nos despedimos.

Naquela mesma semana, recebi um email do Matteo. O campo do assunto dizia: “Vem ser feliz?” e a mensagem um convite para fazer parte da equipe da Refúgios.

Aceitei e o resto, bem, o resto é história.

Comecei como corretor e hoje tenho a honra e imensa felicidade de chamá-lo de irmão, amigo e sócio.

E sabe qual apartamento que visitamos juntos naquele dia? Esse mesmo onde hoje moro!

Por circunstâncias, coincidências ou destino, esse círculo se fechou.

Mas antes, reservou outro belo detalhe: o Arlinda está na capa do Volume 2 do Prédios de São Paulo e eu escrevi o texto que conta sua história.

Depois de tudo isso, nem preciso dizer que esta casa tem muito significado para mim, né?

Um pouco deste meu refúgio urbano.

Lá atrás, quando conheci o apartamento como corretor e nem de longe sonhava em um dia viver ali, lembro de dizer: “eu moraria fácil aqui!”.

Mas, fala sério. Um prédio lindo, assinado por um grande arquiteto, apartamento confortável, com terraço e uma vista linda para a cidade, quem não se apaixonaria??

Bem, eu me apaixonei e, quando surgiu a oportunidade, vim para cá de coração aberto e feliz.

Aqui cabe tudo o que realmente me importa.

Quadros e livros, lembranças de viagens, de meus dias na África, objetos garimpados nas feirinhas por aí ou ganhos como presente e os cavalos, muitos cavalos…

Tem um “quintalzinho” nas alturas para a Piná, a cachorrinha que faz meus dias mais leves,  para tomar um sol, ver o céu, respirar, ver a cidade, o burburinho do Arouche e, o melhor de tudo, receber os amigos.

Conhecer o Matteo, me tornar seu sócio, participar de tantos projetos, ajudar a formar uma super equipe, conhecer e ajudar pessoas a encontrar lares incríveis, enquanto me divirto e faço algo que realmente amo.

Tudo isso está refletido aqui, meu prédio icônico, meu refúgio urbano.

 

 

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sobre o autor

Octavio PonteduraSócio-Proprietário

Nascido em Londrina, vive em São Paulo há mais de duas décadas. Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), seguiu carreira corporativa por boa parte da vida, trabal...

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