A arquiteta Karin nos recebeu para conversamos sobre a experiência de sair de uma vida de apartamento para começar a habitar uma casa onde pôde fazer uma reforma e deixar tudo do seu jeito!
Claudia: Oi, Karin, tudo bem? Primeiramente, eu queria te agradecer por receber a gente aqui, em sua casa maravilhosa. Preciso te confessar que sou amante de casas, estou sempre atrás desses imóveis bacanas.
Karin: Eu que quero te agradecer pelo convite; fiquei lisonjeada de ter a oportunidade de falar um pouquinho sobre a minha casa e a minha relação com ela.
C: Primeiro, me conta: como você conheceu a Refúgios Urbanos?
K: Nossa, a Refúgios eu conheço há muitos anos; desde uma época que ainda era um outro contexto, onde a Refúgios era menor. Eu lembro que morava em um apartamento na Aclimação, e eu acompanhava nas redes sociais; via aquele nicho com imóveis diferenciados, com todo um contexto arquitetônico, que eu, sendo arquiteta, gosto muito. Na época eu quis vender meu apartamento e entrei em contato, mas naquele tempo, não atendiam àquela região. Depois eu conheci o Rafael (Rafael Santos, corretor), que faz parte da equipe, e foi quando eu tive mais contato.
C: Fico feliz que você curte o nosso trabalho e é isso, somos especialistas! Então a gente estuda o bairro, começa a trabalhar, entende da localização e aí começamos a trazer os imóveis, conversar com proprietários, porque também somos especialistas em pessoas!
K: Pena que naquela época não deu certo, porque há muitos anos eu já gostava muito!
C: O bacana é que você continuou acompanhando a gente e hoje estamos aqui! Mas o que eu quero saber é: você sempre foi de apartamento, com portaria, enfim, uma vivência diferente; como foi para você mudar para uma casa, em um pedacinho do Planalto Paulista que é totalmente residencial? Foi uma mudança muito brusca, o que mudou na sua rotina?
K: Pra mim, foi um divisor de águas; acho que a palavra que eu mais posso destacar, com relação a essa minha transição, é liberdade. Eu me mudei durante a pandemia, então foi um período em que as pessoas nem podiam sair na área comum; eu tinha meus filhos pequenos e nem podia ir ao térreo pra brincar… então foi um momento inusitado. Hoje eu percebo que não tem preço eu ter essa liberdade de estar aqui, ter feito a reforma do jeito que fiz. Querendo ou não, os apartamentos têm suas limitações, então eu não voltaria. Talvez quando eu estiver com mais idade, mas hoje, eu acredito que a melhor decisão que eu tomei foi morar em uma casa.
C: Aproveitando esse gancho, de você ter feito a reforma do seu jeito, me conta: eu sou daquelas que visita o imóvel para reforma sabendo do potencial, mas não consigo visualizar. Quando você encontrou essa casa, você conseguiu imaginar seu sonho?
K: Sim, eu acho que quando você trabalha com isso; sou arquiteta, então eu já consegui visualizar. No primeiro momento em que entrei aqui, era uma casa bem escura, embora ela tivesse os janelões, então, por exemplo, esse vão fui eu que abri, pra ter essa integração do interno com o externo… quando o meu marido veio comigo ver a casa, ele não gostou, não achou legal, e eu adorei: “ela está no alto, a gente vai reformar e vai ficar maravilhosa!”. Ele não conseguia visualizar; depois de muita conversa e dedicação da minha parte, eu consegui convencer ele que era uma boa opção, e hoje ela está assim, como vocês estão vendo, iluminada, ventilada; bem diferente do original.
C: É, esse olhar do arquiteto é tudo! O que eu falo para os meus clientes, é o que eu falo pra mim mesma: se você gostou da localização, da planta, bate um papo com uma arquiteta, chama alguém pra poder colocar seu sonho num desenho; pelo menos, aí você consegue dar uma olhada e chegar no refúgio ideal. Aliás, o que faz dessa casa o seu refúgio ideal?
K: Acho que o fato de ela conseguir transmitir esse espaço de refúgio, que é um ponto principal. Espaços funcionais para a minha família; eu sempre quis ter em casa essa integração do interno com o externo, espaços integrados e funcionais, armários que otimizam a vida, que faz muito parte da minha rotina de ser prática e rápida, com as crianças… aquela coisa mãe, arquiteta, dona de casa, conseguir conciliar tudo isso tem tudo a ver com você fazer um bom projeto, porque é qualidade de vida você ter um projeto bem-feito, com uma conexão com cada um.
C: Perfeito! Eu acho que é isso, entender a rotina e fazer a casa trabalhar e ajudar a otimizar o tempo. Obrigada, Karin!

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Mudar para uma casa transformou a rotina da Karin! Você é fã de casas ou prefere apartamentos?
Confira o vídeo da entrevista, com imagens exclusivas, em nosso canal no Youtube!
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