Meu Refúgio Urbano #26 Um refúgio para chamar de seu!

Estamos entre Santa Cecília e Barra Funda, no apartamento da Thati, que comprou com a gente e fez uma reforma que o transformou em um verdadeiro refúgio. Agora, esse imóvel está disponível para ser seu próximo lar! Leia até o final para saber mais detalhes. :)

Thati: Acho que a primeira coisa que me chamou a atenção quando entrei aqui foi a janela. Eu lembro que era um dia que estava bastante iluminado, e quando eu vim ver o apartamento pela primeira vez, não tinha parede; tava tudo no chão por causa do projeto do retrofit, e eu lembro que eu olhei e falei “é aqui”. Eu me apaixonei no momento em que eu entrei. Mesmo com ele todo desmontado, eu conseguia visualizar o que podia ser, então eu me encantei muito com o potencial que o imóvel tinha nesse sentido.

O projeto do retrofit era muito bonito; quando eu vi a planta, como estava sendo desenhado, eu achei encantador. O prédio é pequeno, com dois apartamentos por andar, e todo mundo, praticamente, se conhece porque todos mudaram no período em que terminou o retrofit. [O prédio] Está próximo ao Minhocão, mas ele não é extremamente barulhento; à noite é bem tranquilo, e domingo eu acordo de manhã com sabiá laranjeira cantando, com outros passarinhos… foi uma ótima escolha morar aqui.

Eu sempre gostei muito de plantas; cresci fora de São Paulo, em uma casa com bastante verde, e quando eu mudei para cá eu tinha poucas plantas. Viemos para cá no fim de 2019, e em sequência veio a pandemia, então elas fizeram parte desse processo de passar dois anos dentro do apartamento.

Como esse apartamento tem o pé-direito muito alto, eu achava que faria sentido eu colocar essas plantas mais aéreas, pra ficarem pendentes e ajudar a preencher um pouco o espaço. A parte da decoração, em si, eu sempre gostei muito dessa coisa de casa, de pequenos detalhes. Eu tinha minha casa como uma forma de me expressar, um lugar que mostra muito o que eu sou; aí eu fui escolhendo aos poucos as coisas para compor.

Karen: Qual que é o ambiente favorito do apartamento, para você?
T:
Eu gosto muito aqui da sala. Eu gosto de ficar sentada à mesa, conversando… é muito iluminado esse espaço, o pôr do sol é bonito, então eu fico sentada nessa cadeira admirando, conversando, tomando um café à tarde com um bolo.

K: E o objeto favorito da casa?
T:
Ah, eu acho que é esse quadro que eu tenho aqui; essa obra de um artista chamado Vermelho Steam; gosto muito de arte de rua, e eu admirava as obras dele na cidade. No final de 2020 eu fiz contato com ele pra ver se ele faria pra mim uma obra no mármore, porque o que está aqui atrás, é uma pedra de mármore. É o tampo da cômoda que ficava no meu quarto de infância, que ficou comigo por décadas! [A execução da obra] Foi um processo de uns quatro meses, mais ou menos.

K: Thati, me conta a história do ofurô!
T:
(risos) Quando eu vim ver o apartamento pela primeira vez e olhei para o banheiro, eu vi esse cantinho, e perguntei para uma das pessoas que estavam aqui “você acha que daria para colocar um ofurô?”. E foi todo um processo pra saber se dava para colocar ou não, mas depois de um tempo viram que dava pra fazer, e aí temos o ofurô, que toda semana, a cada dez dias, eu fico lá “de molho” naquela água quentinha, feliz da vida!

K: E me conta uma lembrança que você tem do apartamento, uma coisa que te marcou nesse lugar.

T: Eu tenho duas grandes memórias. A primeira foi do dia que fui assinar o compromisso de compra e venda, porque eu tive muito medo nesse processo, fazer isso sozinha, se eu ia dar conta… quando eu vim assinar, eu lembro que eu saí, e, voltando para a casa onde eu morava, eu parei em um boteco embaixo do Minhocão e comecei a chorar. A segunda memória foi muito da pandemia; eu me mudei, estava planejando um jantar com meus amigos para comemorar, e veio a pandemia. Eu lembro de muitas vezes estar sozinha aqui e me deitar no chão da sala pra tomar sol… tinha uma cantora de ópera que morava no fundo de um prédio, e durante alguns meses, todos os dias às quatro da tarde ela cantava na varanda dela. Eu sentava para ficar vendo e tentar ter o mínimo de contato humano, com alguma coisa que fosse bonita. Eu tenho muita memória desse apartamento nesse período, e o entendimento de que eu estava em um lugar muito bom; o apartamento me acolheu muito bem.

K: E o centro tem dessas coisas, muito artista mora por aqui!
T:
No prédio do fundo, ali, tem um cara que toca sax!  Tem uma senhora que anda na rua com dois galos na mão, e eu ouço os galos de manhã. (risos) O Centro é de uma riqueza fora de série! É um lugar que tem vida, que pulsa!

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A Thati transformou esse apartamento em um verdadeiro refúgio, e agora ele está disponível para ser seu novo lar! Vamos conhecer?
Saiba mais:
https://refugiosurbanos.com.br/imoveis/predio-com-retrofit-125m%c2%b2-reformado-iluminado-e-vista-livre-em-santa-cecilia/

Confira o vídeo da entrevista, com imagens exclusivas, em nosso canal no Youtube!
https://www.youtube.com/watch?v=ZzhO3HwfR1U

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