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Edifício Bretagne

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Descrição

Sem dúvida alguma, este foi o edifício que deu mais fama ao construtor João Artacho Jurado, na década de 1950.
Artacho tinha uma difícil missão, se destacar em um bairro, Higienópolis, onde haviam grandes arquitetos construindo, como Rino Levi, Franz Heep, Jaques Pilon e Vilanova Artigas.

Com certeza, podemos dizer que Artacho Jurado alcançou o seu objetivo.
Inaugurado em 1958, o Bretagne foi sucesso de vendas na época e ainda hoje é muito cobiçado entre aqueles que sonham morar em Higienópolis, em um edifício com arquitetura assinada. Sua fama é tamanha que foi escolhido pela revista britânica “Wallpaper” como um dos dez edifícios mais lindos para se morar no MUNDO!

Na época, o prédio também se destacava por ser o mais alto do bairro, com seus 18 andares dispostos sobre uma planta em “L”, em um terreno com 40 metros de frente por 100 metros de fundos. A planta é completada por um jardim tropical no térreo, equipado para o lazer dos condôminos.

O Bretagne não foi construído de acordo com a melhor exposição ao sol, como costuma ser feito. Isso porque, em uma pesquisa de mercado, os possíveis compradores preferiram que o prédio fosse voltado para os fundos, com o jardim à vista pela entrada principal. Por isso, o prédio ficou com face Sul, ao contrário do que se faz normalmente.
Na decisão, pesou também o fato de os condôminos preferirem olhar para o centro da cidade em suas janelas, ao invés de olharem para o Pacaembu.

Por um acaso do destino, a decisão foi acertada, pois, a sede do Colégio Rio Branco teria obstruído sucessivamente a possível vista para o outro lado.

Com 25 mil metros quadrados de área construída, o Bretagne tem dez apartamentos por andar e plantas de dois e três dormitórios.

 

Curiosidades:

– Este foi o primeiro prédio de Artacho a ter uma piscina de grande porte.

– Artacho morou no edifício com sua família, como já tinha feito no Piauí e no Cinderela, ambos também de sua autoria. Seu apartamento ficava no último andar e tinha um jardim de inverno anexado.

– Vagas extras nas garagens foram projetadas pelo arquiteto, com o intuito de serem alugadas para moradores da vizinhança, visando assim diminuir o custo do condomínio de quem morava no prédio.

– Foi tombado em 1995, pelo Condephaat.

 

Veja aqui o terraço do Edifício Bretagnehttps://www.youtube.com/watch?v=C63V_PQgIk0

Fotos: Guilherme Marcato
Fonte: livro “Artacho Jurado: Arquitetura Proibida” de Ruy Eduardo Debs Franco

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