Descrição
Apartamento localizado em um dos prédios mais cobiçados de Higienópolis, projetado por Artacho Jurado: o icônico Edifício Cinderela.
Possui 110 m² de área útil: 2 dormitórios, living com varanda, hall, banheiro social, closet, cozinha, lavanderia e banheiro de serviço. 1 vaga.
O apartamento
Morar em um prédio projetado por Artacho Jurado é um sonho de muitos, principalmente no Edifício Cinderela, porque além da singularidade estética, os apartamentos compilam diversas características de conforto. Os ambientes espaçosos, com pé-direito alto e grandes janelas, são apenas alguns elementos desta unidade, que além destes itens ainda conserva diversas características originais, desde as esquadrias, executadas pelo Liceu de Artes de Ofícios, até os puxadores, desenhados pelo arquiteto.
Preservando o charme de época, o apartamento foi completamente reformado, com projeto assinado pelo arquiteto Daniel Schauff, todas as instalações hidráulicas e elétricas substituídas, incluindo também um sistema de iluminação “dimerizável” e a instalação de ar-condicionado. A planta passou por pequenas alterações, que trouxeram mais funcionalidade e conforto ao dia a dia.
O hall interno recebe os visitantes, onde está localizado o quadro de energia que foi escondido atrás de um espelho e arrematado por uma prateleira de mármore, formando uma espécie de aparador, um detalhe original da construção.
A partir do hall, descortina-se o living, com piso de tacos, que acomoda dois ambientes e ainda conta com acesso à varanda, esta última é banhada pelo sol da manhã, alegrando as plantas da floreira. Vale destacar o piso de pastilhas da varanda também, que foi instalado formando um belíssimo tapete quadriculado.
Um corredor, acessível a partir do hall, promove a ligação entre os setores íntimo e se serviços, nele foi mantido um armário original, com um sistema de abertura duplo, incluindo portas “de giro” e corrediças, que abrigam um bar na posição central. Os puxadores de latão, cujo desenho foi inspirado no filme “Alice no país das maravilhas”, também foram preservados e restaurados.
Os dormitórios estão posicionados à direita do corredor central, possuem dimensões generosas e contam com aparelhos de ar-condicionado, um deles também possui acesso à varanda.
No final do corredor encontra-se o banheiro social, que pode ser considerado uma verdadeira sala de banho, amplo e bem iluminado, possui uma abertura piso-teto no box, assim como um chuveiro de teto, que garante banhos muito mais agradáveis. Um elemento que merece destaque neste ambiente é a bancada, composta pelas antigas placas de mármore que, originalmente, revestiam as paredes e o piso e precisaram ser removidas na reforma.
Ao lado do banheiro foi instalado um closet, no lugar do antigo dormitório de serviço, que possui uma das paredes revestidas por espelhos e muito espaço para armazenamento.
A cozinha, posicionada à direita do corredor, faz a conexão com a lavanderia, separada desta apenas por um balcão, a fim de aproveitar toda a luz do sol da tarde que entra neste espaço, através de uma grande janela. A lavanderia também merece destaque pelas suas grandes dimensões, com bastante espaço para armazenamento. O apartamento também conta com um banheiro de serviço.
Vale ressaltar que esta unidade possui uma vaga de garagem, uma verdadeira raridade no Edifício Cinderela.
O prédio
Inaugurado em 1956, o Edifício Cinderela é considerado um dos projetos mais emblemáticos de Artacho Jurado, tanto que reservou para si o último andar, constituído por 4 unidades-tipo, onde morou até se mudar para o Bretagne. No penúltimo andar, ocupando a área de três unidades-tipo, morava sua filha. Esta foi a segunda de suas obras onde residiu, o primeiro foi o vizinho, o Edifício Piauí, projeto no qual ensaiou a exuberância cromática e os elementos arquitetônicos que depois estariam presentes em todas as suas criações.
Artacho Jurado foi um arquiteto autodidata e se destacou pelo seu estilo singular, apesar de seus projetos apresentarem características alinhadas com à corrente estética denominada Holywood regency – cujo maior expoente foi a decoradora norte americana Dorothy Draper –, ele possuía uma expressão única, nunca vista antes e nem depois.