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História e Estórias do Morro do Querosene

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por Karoline Lima

Se existe uma coisa mágica e única nos bairros e cantinhos de cada cidade, é a sua história. Eu sou daquelas que viajam quando começam a me contar sobre como era a vida naquele lugar, ou quando me contam uma tradição ainda viva de algum bairro…

Nessas horas meu coração se enche de orgulho, e é sobre um desses orgulhos que vou falar hoje.

Existe um refúgio no Butantã, mais especificamente entre a Avenida Corifeu de Azevedo Marques e os primeiros quilômetros da Rodovia Raposo Tavares, chamado Vila Pirajussara, popularmente conhecida como Morro do Querosene.

O Morro teve o início da sua ocupação em 1940, alguns anos após a retificação do Rio Pinheiros, data esta em que o distrito do Butantã deixa de ser considerado zona rural.

Em 1950, muitos lotes do morro são ocupados por estudantes da USP, artistas e trabalhadores do Jockey Club, muitos deles maranhenses. Os lotes comprados demoraram para serem registrados e a “vila” fica durante muitos anos sem energia elétrica. Por isso, ao entardecer, lampiões clareavam o morro, dando origem ao nome mais conhecido “Querosene“.

O mais interessante é que por conta da falta de luz elétrica, os moradores iam para as calçadas no fim da tarde para papear, jogar capoeira, contar histórias e dançar. Aos domingos se reuniam para comer feijoada e para aprender a tocar instrumentos, como o berimbau por exemplo.

Todos esses fatores contribuíram para uma tradição viva até hoje no bairro: celebrar uma das festas mais tradicionais do folclore brasileiro, o Bumba Meu Boi. São três datas em que a festa ocorre: Sábado de Aleluia, onde comemora-se o nascimento do Boi, que é batizado no mês de junho e morre no fim do ano, perto do dia de Finados, renascendo no ano seguinte.

 

 

A festa é aberta ao público e acontece na parte mais alta do morro, onde a comunidade apelidou de “Praça do Boi”.

Nos dias de evento é possível apreciar comidas típicas do Maranhão, dançar ao som dos tambores, matracas e da orquestra de berimbaus.

 

Fala sério, não é para se encher de orgulho?

E você, conhece algum bairro que tem uma história legal? Me conta nos comentários.

 

Fotos gentilmente cedidas pelo Grupo Cupuaçu http://xn--grupocupuau-v9a.org.br/

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