Descrição
Casa modernista dos anos 60, no Pacaembu: 380m², 6 quartos (4 suítes), 1 vaga, varanda e reforma assinada pela Lua Nistche arquitetura. Uma obra de arquitetura que virou lar!
PACAEMBU: UM ENDEREÇO DE MEMÓRIA
Casa no Pacaembu, na Rua Vanderlei, em um daqueles trechos de São Paulo onde parece que fomos transportados para o interior. Bairro de casas, árvores e ruas que ainda guardam escala humana. O endereço já entrega uma promessa de qualidade de vida que poucos lugares da cidade conseguem cumprir.
O Pacaembu é tombado e majoritariamente residencial. Juntamente com isso, a região oferece fácil acesso às avenidas Sumaré e Pacaembu, ao metrô e a toda a infraestrutura da Zona Oeste: escolas, mercados, restaurantes e cultura a poucos minutos.
UMA CASA QUE ABRAÇA O DESNÍVEL
A casa nasceu nos anos 60 e carrega no DNA o vocabulário do modernismo brasileiro: pilotis que elevam o segundo pavimento, janelas guilhotina na área íntima, vãos livres generosos e um projeto que não combateu o desnível do terreno; pelo contrário, fez dele seu maior trunfo!
A reforma, com assinatura da arquiteta Lua Nistche, do escritório Nistche Arquitetura (que tem projetos publicados no ArchDaily) respeitou cada um desses princípios. Do mesmo modo que preservou o espírito original da casa, a reforma elevou cada detalhe ao padrão contemporâneo, sem abrir mão da poesia que o modernismo carrega.
A CHEGADA
Antes de mais nada, ao entrar no imóvel, o quintal nos recebe: grama, verde, uma jabuticabeira enorme, espaço generoso e aquela sensação imediata de que aqui a vida acontece do lado de fora também. A casa fica recuada da rua e solta no terreno. A entrada pela sala se dá por uma grande porta lateral, criando um percurso de chegada que já é, por si só, uma experiência.
A jabuticabeira abraça o quintal com generosidade e guarda um segredo: ali, os proprietários tamparam uma piscina para ampliar o espaço verde. Para quem quiser, a piscina pode voltar, devolvendo ao quintal mais uma camada de possibilidades.
A SALA, A COZINHA E A VISTA
Primeiramente, o vão livre entre sala e cozinha impressiona. Sem paredes, sem divisões, apenas espaço, luz e a vista que se abre pela parede de janelas piso a teto nos fundos.
E que vista! O Pacaembu se estende livre, verde e silencioso do outro lado do vidro. Na reforma, a arquiteta abriu uma grande varanda ali, para apreciar a vista ao ar livre, com o vento e as vigas aparentes enquadrando o horizonte como numa pintura.
A cozinha, por outro lado, nasceu para quem cozinha com prazer e recebe com generosidade. A grande ilha central abraça o ambiente, a marcenaria planejada é de altíssima qualidade e o cooktop completa uma cozinha digna de um chef. Ao mesmo tempo, uma porta de correr conecta a cozinha diretamente ao quintal, onde uma grande mesa ao ar livre espera por almoços de domingo que não acabam mais.
O piso de placas de concreto 1×1 da Concresteel percorre toda a área social, criando uma continuidade entre sala e cozinha que reforça o conceito modernista de espaço fluido e sem interrupções.
O lavabo no primeiro pavimento atende os convidados com discrição, sem precisar subir para a área íntima.
O ANDAR ÍNTIMO
Subindo as escadas, chegamos ao pavimento superior. Uma extensa sala intermediária divide os dormitórios — ou seja, um espaço coringa que pode ser sala de TV, escritório, biblioteca ou simplesmente um lugar para respirar entre um cômodo e outro.
São quatro quartos, sendo duas suítes. Toda a área íntima é climatizada.
A suíte principal compartilha a mesma vista da sala: o Pacaembu verde e livre enquadrado pelas janelas guilhotina, que quando abertas criam aquela sensação rara de flutuar no verde. Os armários planejados garantem armazenamento abundante, a viga aparente reforça o DNA modernista e o banheiro é, por si só, um destino: enorme, com janelão piso a teto no box, promovendo um banho com vista que a gente não esquece.
Logo depois, a segunda suíte tem janela generosa voltada para a lateral da casa, armários planejados e ar-condicionado. Os outros dois dormitórios seguem o mesmo padrão de qualidade e conforto.
O PAVIMENTO INFERIOR
Afinal, o desnível que define essa casa revela mais um universo lá embaixo.
Um corredor lateral com escada desce ao pavimento inferior: mais duas suítes entregam espaços de apoio que podem virar escritório, ateliê ou acomodar quem precisa de independência dentro de casa. Igualmente, a lavanderia é espaçosa e bem resolvida, com área para depósito.
Descendo ainda mais, a área verde com grama alcança a rua de trás. Um quintal secreto que só os terrenos em declive sabem guardar.
A garagem para um carro fica na frente da casa, no nível da rua. Discreta e bem posicionada, sem comprometer a leitura da fachada.
EM SUMA: UMA OBRA QUE VIROU LAR
Essa casa modernista no Pacaembu não é só um imóvel bem localizado e bem reformado. É um argumento sobre como a arquitetura pode transformar a forma de viver: a vista que entra pela janela guilhotina, o banho com paisagem, o quintal que recebe, a varanda que contempla.
Por fim, é uma casa para quem reconhece o que é raro. E sabe que encontrou. Vamos visitar juntos? :)














































