Rafael Sorrigotto é sócio da Refúgios Urbanos, formado em arquitetura pela UNESP, e com pós-graduação na FIA Business School, em negócios do mercado Imobiliário.
Mora na região central de São Paulo, e gosta de caminhar pela cidade em busca de novas descobertas e oportunidades.
RU: Conta um pouco o porquê desse studio, o que te levou a escolher, como foi a história?
R: Bom esse studio é bem especial, porque é bem em frente a uma praça e tem essa situação da Vila Buarque, em que o bairro todo tem essa cara de interior. A gente convive muito com essa praça, por conta das crianças, e é assim; a gente conhece os cachorros pelo nome, vê o tempo todo as mesmas pessoas, então para mim, que vim do interior, me sinto mais à vontade na cidade.
Ao mesmo tempo, é um lugar muito estratégico, perto de corredor de ônibus, metrô, várias opções de restaurante, então a ideia do studio aqui também acaba sendo um coringa, para locação, justamente por essas facilidades, e acaba também sendo um coringa para mim, porque nosso filho já está com dezoito anos, então fica aquela expectativa de um dia ele querer morar sozinho… então de repente já tem um apartamento pra ele, com uma dinâmica que funciona.
Eu lembro da dificuldade que era em casa; o sonho da minha mãe era conseguir dar um apartamento pra mim e meu irmão, então quando surgiu a oportunidade desse studio, eu lembrei muito disso; eu até trouxe ela aqui pra conhecer, estamos também realizando um sonho dela, de estabilidade.
RU: E como você encontrou esse studio?
R: Então, foi um anúncio que a Refúgios fez, dessa incorporadora que trabalha muito com unidades nessa região central. Esse prédio específico nem ia ser vendido, era para ser alugado, as unidades, e continuar na incorporadora. Quando estava no final da obra, eles resolveram colocar à venda e chamaram a gente para anunciar. Quando eu vi as fotos, eu já adorava esse prédio, passava na frente da obra…então eu chamei o Luciano para virmos conhecer. A Refúgios tem outros anúncios na Vila Buarque, mas esse aqui, em frente à praça, encostado com um patrimônio que é tombado, onde eu vou continuar tendo a vista do casarão, e o sol, acaba sendo único. Foi justamente essa convergência que acabou fazendo a gente escolher essa unidade.
RU: Tem muita gente que opta por um apartamento espaçoso, com quadra, academia…um studio é um ambiente mais compacto, então o que te atrai?
R:Aí é um pouco a veia do urbanista (risos). Eu vivo muito na cidade, gosto muito de andar e usufruir da cidade. Já morei em prédio que tinha academia e tal, mas não usava nada; então já passei pela experiência para dizer que não uso! Aqui eu achei legal porque as áreas que são comuns no prédio são básicas e não trazem um custo elevado de condomínio: lavanderia, área de trabalho compartilhada, terraço com vista para a praça e uma loja no térreo. É um apartamento de fato para quem curte essa vida no centro; para mim funciona muito bem e confesso que de alguns anos para cá, venho pensando nisso também, em termos de futuro, pensando em um apartamento para mim, depois que as crianças saírem de casa; eu não penso em aumentar, penso justamente em diminuir porque dá menos trabalho, facilita a vida!
RU: O apartamento para você é um lugar pontual de descanso, já que você gosta de sair, usufruir a cidade, então?
R: Eu fico muito na rua por conta do trabalho, então é legal porque eu acabo conhecendo muita coisa de São Paulo, mas eu, nas minhas horas vagas sou muito caseiro. Gosto de rede, gosto de ler, ouvir música, ficar em casa e cozinhar! Eu sempre brinco que meu apartamento visa muito o conforto de quem está aqui, por que de fato, se me perguntarem “vamos sair?”, eu vou falar “ah, vamos ficar aqui…” (risos). Eu sou uma pessoa mais caseira, tenho um microcosmo, um monte de coisas organizadas para eu curtir muito a casa.
RU: E em relação à obra, quando você chegou aqui, como foi?
R: Quando eu visitei pela primeira vez, eu pensei na hora em umas fotos que eu tinha visto num site de arquitetura, que eram de um apartamento decorado da IdeiaZarvos! e que era basicamente piso de cerâmica no chão e tudo muito clarinho, branco, bem minimalista. Fiquei com isso na cabeça pensando “eu quero esse apartamento”! E tinha acabado de visitar o apartamento de um cliente da Refúgios, no Edifício Albina, aqui na Santa Cecília, que é um apartamento único: inteiro de cerâmica, como se o apartamento todo fosse uma grande varanda. No decorrer do apartamento inteiro tem floreiras com plantas; parece uma floresta! Então fiquei um pouco nessa brincadeira; chamamos os meninos do Grupo Cidade, que é um escritório de arquitetura aqui do bairro inclusive, e eles ajudaram a gente. Eu, como arquiteto, montei um estudo inicial, e eles fizeram muito inspirado nessas duas referências que eu trouxe para eles. Tem o piso de cerâmica, tem planta; a gente acabou pintando a área da varanda, que era de uma cor mais chamativa, de branco, para ter contraste com o verde mesmo. Então ficou muito com nossa cara, conseguimos chegar bem aonde queríamos.