Meu Refúgio Urbano #33 Um lar para acompanhar a família

Estamos visitando hoje o Rafa e Luciano, nesse apartamento incrível!

Luciano/Stu: Bom, primeira coisa, pode me chamar de Stu, e não de Luciano; fique à vontade!

Ana: Que bom, porque eu ia errar mesmo! (risos)

S: E essa casa, além de ser nossa, também é do Gabriel e do Gueta, nossos cachorros; do Alan e do Davi, nossos filhos… uma casa bem movimentada, com seis meninos! (risos)

A: Percebi! (risos) Mas me conta como vocês chegaram aqui; eu lembro que vocês moravam em um prédio mais novo e com infraestrutura de lazer, apartamento menor… como foi o processo de chegar aqui?

Rafael: Acho que sair do Centro e vir para cá foi uma escolha em um lugar de “eu quero estar perto do Centro, mas não tão no meio dele, e aqui foi um pouco essa evolução, da família… os meninos chegaram em casa e, de repente, a gente precisava de um espaço nosso, de casal e tal; a cozinha meio que virou o nosso QG. A gente queria ter integração, mas não tanto, então tem essa porta que a gente fecha e pronto.

A: E a sala é o espaço das crianças?

S: A casa representa um aumento de vida, né, a gente sempre pensa sobre isso. Não é mais aquele imóvel que vai ser para a sua vida toda, então a gente sai do Centro muito com aquele entendimento de que o Centro foi o que a gente construiu como casal. Quando viramos uma família, as demandas começaram a ser outras e as relações, outras. Uma coisa que não fazíamos ideia é como a escola impacta na vida dos pais!

A: Muito! (risos)

S: A escola do Alan era aqui perto, em Santa Cecília, então tinha todo um deslocamento; quando entendemos que morar perto da escola ia mudar a vida completamente, fomos atrás!

R: Eventualmente escolhemos um apartamento no quarteirão da escola. (risos)

A: E sai do Centro mas não sai tanto; vocês estão próximos e conseguem usufruir ainda dos passeios que já faziam, mas tem isso; uma coisa que a gente fala, é que muitos clientes acabam mudando de casa por conta da escola dos filhos. Eu passei por isso, vocês também, e eu entendo que é uma coisa importante…

R: É uma etapa!

S: A gente entendeu onde estavam as mesmas atividades que a gente fazia no Centro e nos adaptamos, então acho que é aquilo que a gente brinca; “tudo não terás”. A gente chegava com um briefing muito “redondo”, que não existia, e fomos remodelando. O que contou mesmo foi quando a gente entrou no apartamento e se apaixonou por ele.

A: E o que impactou quando vocês entraram aqui?

S: Acho que tem muto essa memória, de nós abrindo a porta do apartamento e vendo o janelão. A vantagem do apartamento é claridade e vista, né?

A: Já era aberto? O que vocês fizeram por aqui, de reforma?

S: Nós somos arquitetos, né, então conseguimos visualizar dentro de um apartamento que não tava legal. Mas era muito fácil de enxergar esse apartamento se adaptando aos nossos usos, ao que a gente precisava, então no primeiro momento, apesar de termos feito uma obra total, a gente pensou “olha, não precisa mexer em tanta coisa.”; a gente gostava muito do apartamento.

A: Expectativa, né? (risos)

R: Não, e aí você está com pedreiro em casa, começa a inventar moda… (risos)

S: Aí é outra coisa! (risos) Mas o primeiro impacto foi esse; “esse apartamento cabe a gente, do jeito que a gente precisa”.

A: E tem uma planta flexível, que, entendo que, pela idade do prédio, tem esse detalhe também.

R: No fim é isso, acho que a gente enxergava muito pouca coisa de layout que precisaria mudar pra adaptar ao que a gente queria; talvez uma outra pessoa não tivesse a visão desse potencial tão facilmente.

A: Mas a reforma foi total?

R: Sim, total.

S: A cozinha, que é o local favorito, era muito fechada, estreita, tanto que abrimos ela totalmente para o que era a lavanderia e reformou toda essa parte aí. Ficou o coraçãozinho da casa mesmo.

R: É o nosso favorito, mas eu também tenho uma preferência pela rede. Só que minha crise com a rede é que ela é muito gostosa e tal, mas é um ambiente de sala, que tem as crianças o tempo todo aqui, então você conseguir um momento de paz não é tão fácil! (risos)

A: Mas a rede aí dá uma sensação de varanda, e essa plaquinha “vista para o mar” …

S: Bom, acho que é o lugar da memória afetiva aqui do apartamento, então é engraçado porque várias pessoas da minha família vêm aqui e todos têm a mesma lembrança. Tem algo aqui que lembra muito o apartamento da minha vó, que ficava no Guarujá. Se pensar na lógica do apartamento antigo, a vista para o mar fica em uma área exatamente como essa, uma rede, e a praia. A gente tá vendo o Minhocão daqui, mas… (risos)

A: Agora entendi! (risos)

R: E a gente vai, querendo ou não, juntando um pouco dessas referências de cada um. O Alan, nosso filho mais velho, nasceu no Ceará, e nas nossas últimas férias, fomos para lá e trouxemos a rede para ser um elo com a história dele. Fomos conhecer o lugar dele, digamos assim, e trouxemos de lá a rede para ter um pouco dessa história aqui.

S: Isso é muito legal, unindo essa transição que fizemos entre o apartamento antigo e o novo; o antigo, era um apartamento nosso, do casal, então não tinha foto das crianças, não tinha um lugar que elas brincassem, então tudo ali parecia um pouco adaptado. Hoje, aqui em casa, tudo tem a cara dos quatro, né; foi bem articulado para ser o lar dessas quatro pessoas.

A: E esse piso? Acho que nunca tinha visto um piso assim.

R: Esse piso foi uma das primeiras coisas que a gente escolheu na obra.

S: Antes de ter um apartamento! (risos)

A: Mas vocês viram onde?

R: Eu vendi um apartamento na Refúgios, no Itaim, que tinha esse piso, e eu lembro do arquiteto contar a história de que ele era muito próximo do pessoal da fábrica e tal, e ele tinha feito uma linha com vidro reciclado, que ele usava nas obras dele. Quando a gente comprou o apartamento, eu mandei mensagem pra ele “viu, eu sei que é só para as suas obras, mas eventualmente, você consegue fazer essa ponte, a gente comprar pra minha obra?” e foi super tranquilo e tal.

S: São vários caquinhos de vidro prensados e resinados por cima.

R: E acabou virando meio que o partido do projeto, porque o apartamento, basicamente, são essas paredes azuis, que dão esse contraste com o branco, e esse piso que fica nesse tom esverdeado e acompanha todas as áreas molhadas, então cozinha, banheiros e lavabo.

S: E os armários do banheiro são em tons de verde…

R: Cria uma unidade na casa toda.

A: Falando em casa de vó, eu queria saber se vocês têm algum objeto preferido; pode ser também uma memória afetiva, que remeta a esse lugar, ou alguma história interessante, como essas várias que vocês já contaram aqui pra gente.

S: Eu escolho ali o corredor, que tem o armário que remete bastante…

A: É um armário original?

S: Então, todo mundo que vinha nesse apartamento falava antes “ah, isso aqui vocês vão tirar, né?”…

R: E foi uma das coisas que a gente entrou aqui e pensou “nossa, que legal; queremos manter”!

S: Obviamente fizemos uma releitura, ele está pintado na mesma cor de azul; quando chegamos aqui ele estava em um tom de cinza bem triste, mas tinha potencial.

R: Pra mim, é um objeto que fica na sala, um mini rinoceronte que eu ganhei de uma amiga que sabe que eu gosto, e pra mim ele representa um pouco o sonho, e ele está bem em cima de um quadro que a gente tem, da fachada da Refúgios, de construção, porque eu tenho o sonho de levar os meninos para fazer um safári e conhecer a África.

A: Meninos, obrigada pelo convite e pelo café, e já vou dar o spoiler que no próximo encontro vai ser na casa nova né?

S: Sim, estamos de mudança!

A: Reforma de novo?

R: Reforma!

S: Estamos animados!

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O Rafa e o Stu buscaram lares que crescessem com a história dos dois e acolhessem a família, e em breve estarão de casa nova!

Confira o vídeo da entrevista, com imagens exclusivas, em nosso canal no YouTube!
https://www.youtube.com/watch?v=_3tUUUVxAMA

 

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