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Um projeto modernista singular dos anos 1950 assinado e “escondido” na Vila Mariana

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por Alessandra Bolzani

 

Era uma vez uma instituição de crédito imobiliário chamada Banco Hipotecário Lar Brasileiro S.A., fundada em 1925.

Graças a ela temos vários edifícios e conjuntos habitacionais considerados marcos urbanos não só em São Paulo como em outras regiões do país.

Uma rápida pesquisa na internet descortinará aos mais curiosos o universo dessa instituição desde sua fundação até seu encerramento, em 1965, quando se tornou um banco comercial.

O Banco Hipotecário Lar Brasileiro S.A., BHLB, escolhia a dedo os profissionais aos quais encomendava seus projetos, em sua maioria arquitetos de renome, oferecendo ao mercado imobiliário mais um atrativo, aliado à qualidade construtiva e de implantação.

Assim é que, lá pelo início dos anos 1950, o BHLB adquiriu um terreno com mais de 50.000m² onde ficava o Instituto Ana Rosa, voltado ao ensino de crianças carentes e fundado pelo Barão de Souza Queiroz.

Era uma gleba em posição estratégica, entre a Rua Vergueiro e o Jardim Aclimação, com um desnível de 25 metros.

O projeto para essa área enorme tinha como foco a chamada pequena burguesia paulistana e foi um verdadeiro embrião de bairro, mas demorou quase uma década até sua completa realização, tendo a construção enfrentado três fases até o arranjo final, em 1960.

Os consagrados arquitetos Abelardo de Souza, Salvador Cândia, Plínio Croce, Roberto Aflalo, Walter Kneese, Nelson Pedalini e Eduardo Kneese de Mello foram os responsáveis pelo projeto, ou melhor, projetos, já que não foram poucas as modificações desde a concepção.

O Conjunto Jardim Ana Rosa nasceu, portanto, modernista, com direito a lajes planas, elementos vazados, pilotis, áreas com vegetação, telhados em forma de borboleta, circulação interna racionalizada, pastilhas, brise-soleils, concreto aparente, grandes janelas.

O desnível do terreno foi engenhosamente aproveitado e há até mesmo apartamentos duplex em alguns dos edifícios.

A orientação das construções visando a boa insolação dos ambientes dos apartamentos é outro ponto de destaque na arquitetura de excelência do Conjunto.

Ao todo são 10 edifícios, todos tombados pelo Conpresp em 2013: Conjunto Rodrigues Alves (com 5 blocos de uso misto), Edifício Vergueiro, Edifício Biacá, Edifício Aruan, Edifício Urahy (com 3 blocos), Edifício Umary (com 3 blocos), Edifício Guapira, Edifício Hicatú, Edifício Gregório Serrão e Edifício Gaspar Lourenço.

Estamos comercializando uma unidade dúplex em um desses charmosos predinhos. Confira: http://bit.ly/2r962kg.

Passeando pelo bairro não deixem de se embrenhar pelas ruas mais escondidas onde estão algumas dessas preciosidades que fotografei pra vocês. Aproveitem!

 

 

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sobre o autor

Alessandra BolzaniCorretora Associada

Paulistana, com ascendência portuguesa e italiana, é formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. À época do vestibular, porém, também pensava em prestar para História, Jornali...

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